sábado, 29 de agosto de 2015

Hong Kong - regresso á azáfama


E neste regresso ás grandes cidades, apos a vida rural de Yangshuo temos muito pouco a dizer.
Não que a cidade não o mereça, de todo.
Só que Hong Kong foi um flop para nós. Saiu-nos tudo furado. 

Ás vezes as vagens pregam-nos destas partidas. Por muito que se tente planear alguma coisa, as coisas correm como têm de correr. E em Hong Kong não fizemos simplesmente nada do que queríamos.

A nossa passagem foi tão breve que não nos deu tempo de ir a Macau, que era o que mais queríamos ver (Fica o pretexto para voltar aquelas bandas...)
Também não conseguimos ver a ilha de Lantau e o seu Big Buddha.

Ou seja, tivemos pouco mais de um dia  e meio e limitámo-nos a deambular pela cidade e pelas suas avenidas gigantes. Ainda fizemos uma incursãozinha a Hong Kong Island passando pela Clock Tower e pela Avenue of Stars. E por fim registámos a nossa breve passagem com a bela da foto da praxe em frente á estátua do Bruce Lee com o Victoria Harbour como pano de fundo. 

Mas foi tudo muito mal visto sem duvida e talvez por isso não morremos de amores por Hong Kong. Mas claro que foi tudo culpa nossa,  pois não demos oportunidade para a cidade se mostrar convenientemente.

Esta é uma daquelas cidades já tão desenvolvida que penso que não nos conquista assim em dia e meio. É um daqueles locais que é preciso viver, conhecer os cantinhos e secret places para nos deslumbrarmos. E nós infelizmente não lhe demos esse tempo. E foi uma pena.  

Mas daquilo que vimos fizemos a nossa precária opinião de que é uma cidade do futuro. Ou pelo menos é  mais ou menos aquilo em que imagino que todas as grandes metrópoles se transformarão um dia.

Está tudo ligado pela rede de metro. E quando digo tudo é mesmo tudo. A rede de metro está ligada aos principais edificios e centros comerciais e facilmente se vive entre o metro e o centro comercial quase sem precisar de pôr os pés na rua.

Isto é ainda mais perceptivel em Hong Kong Island onde prolifera a construção mais moderna. Em determinada ocasião tivemos de entrar propositadamente num centro comercial para encontrar um simples café pois não encontrávamos nenhum cá fora. Pode parecer exagerado...mas foi mesmo o que aconteceu.

E do centro comercial entra-se no metro, sai-se na estaçao pretendida e seguimos pelos acessos do metro que atravessam quase todo o quarteirao com varias portas para nos levar á rua mais proxima do hotel.





E Quanto a hoteis, são obviamente mais caros! A solução para conseguir um preço mais em conta passa, naturalmente, por ficar mais afastado do centro. Foi o que fizemos. Optámos por um hotel afastado, com um quarto minusculo e  uma casa debanho que parecia uma cabine telefónica de tão pequenina. Mas tinha uma vista soberba que compensou tudo isso. 

Em vésperas de partir comprámos uma dose generosa de sushi e saboreámo-lo á janela enquanto assistiamos, como vizinhos cuscovilheiros, aos gestos fluidos de quem praticava tai-chi no terraço em frente. 
E ali ficámos enquanto o sol se pôs e as luzes da cidade se acenderam.

No dia a seguir rumávamos ao Dubai para uns merecidos dias de descanso depois de tanta correria entre a China e Hong kong. As miudas já ansiavam por uns dias em modo resort. E muito embora eu soubesse que ao final de dois dias iria aborrecer-me, estes dias de praia no final das nossas andanças sabem sempre bem antes de chegar a casa.

Por isso: Praia here we go! .....Só que elas não sabiam ainda que iriam ter de suportar 42 graus...á sombra! 




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