domingo, 10 de janeiro de 2016

Jaipur - a cidade rosa...assim para o amarelo acinzentado.


No dia a seguir saímos para jaipur. Mais uma estopada de carro, de estradas esburacadas, buzinadelas e vacas no caminho. E mais buzinadelas e mais vacas.



Pelo caminho visitámos Fatehpur Sikri, uma cidade com cerca de 500 que se mantém em óptimo estado de conservação. Este local é património da unesco e local de paragem obrigatória para quem faz o trajecto Agra-Jaipur. Como tal nós também não deixámos de visitar. Posso dizer que vale mesmo a pena a paragem. 

A cidade, idealizada pelo imperador Akbar, foi construída em arenito vermelho num estilo hindu e islâmico e chegou a ser capital Mongol. Infelizmente foi abandonada pouco tempo depois de erigida muito provavelmente por falta de água. 

Outra paragem que fizemos pelo caminho foi em Abhaneri, um pequeno vilarejo a cerca de 100 km de Jaipur.

Este local tornou-se popular graças ao seu enorme poço, conhecido por Chad Baori que servia para a recolha de água das chuvas e para eventos religiosos.

A construção destes baoris é muito singular, com vários níveis de degraus dispostos a todo o redor do tanque de forma geométrica. Vale sem duvida uma visita.

Chegados a jaipur, ficamos alojados num resort a 20 km da cidade. Um sítio contemporâneo de ar futurista com tanto de elegante como de gélido.Levamos algum tempo a sentirmo-nos bem neste espaço maravilhosamente construído mas tão pouco cozy.





Este resort era frequentado por familias abastadas de jaipur que claramente faziam do hotel um refugio de fim de semana para onde podiam fugir da cidade caótica e encherem-se de mimos e luxo.Tinham também o hábito de se apresentarem de pijama ao pequeno almoço o que até tinha a sua piada.
Talvez por não ser habitual hóspedes ocidentais, estivemos sempre um pouco desconfortáveis sob os olhares de soslaio.Enfim, digamos que a passagem por este hotel foi por si só uma experiência diferente.Mas no geral não gostámos e não repetiríamos.

Quanto á capital do Rajastao, Jaipur, tem um centro muito bonito, confuso e degradado como se espera de uma de qualquer outra cidade indiana, mas ainda assim bonito. O forte âmbar é imponente. Situa-se no alto de um monte e é possível visita- lo nas costas de um elefante. Estes, são ricamente ornamentados, pintados com tintas de cores á boa moda do país e dirigidos por um guia/ tratador vestido a rigor com trajes típicos. São também muito mais altos e majestosos que os elefantes que tínhamos visto na Tailândia e passeiam-se pelo forte lembrando os tempos idos do local e fazendo as delícias das crianças.

Para ver o forte por dentro precisamos comprar bilhete. Dirigimo-nos á bilheteira e eis que nos deparamos com mais uma situação caricata daquelas que só se vê na Índia.



Apenas um homem á caixa. É o único a vender bilhetes. Mas obrigam-nos a separar-nos em duas filas distintas: mulheres para um lado e homens para outro. Filas essas que ele vai atendendo alternadamente.



A minha fila andou mais depressa que a do Luis pois as mulheres eram em menor número ( o resto fica em casa mesmo...) e pensei ser possível comprar logo o bilhete dele. No entanto o funcionário, com cara de poucos amigos não me permitiu. Pensei que talvez houvesse diferença no bilhete. Mas não. Aliás o bilhete era apenas o Ticket do pagamento com o total do valor lá escrito. Não indicava mais nada. Pensei ter percebido mal mas reparei em várias mulheres que, como eu, esperavam pelos maridos que se mantinham na fila mais demorada. Surreal.

Tive de esperar mais 20 minutos para que o Luis fosse atendido na sua vez pelo mesmo funcionário. 
Definitivamente não entendi o propósito deste procedimento... Só consigo ver que o senhor deve gostar de ter o dobro do trabalho e reter multidões em filas.

A visita ao Palácio do Maharajá foi também uma experiencia para recordar. Sim é maravilhoso...mas o que me lembro melhor foi o tempo passado á porta da casa de banho. Passo a explicar:

O Luis já andava mal da barriga há uns dias. Tem a mania que pode comer tudo o que os locais comem e não lhe entra na cabeça que não está imune da mesma maneira. Depois de muitos alertas sobre a água da torneira e o gelo lembrou- se de achar que era tudo mariquices minhas, borrifou- se no assunto e emborcou uma bela de uma cola com gelo e limão num restaurante de Agra. Claro está que ficou de soltura, Deli belly, diarreia ou como quiserem chamar mais educadamente a uma Cag....eira de esguicho.

A visita ao palácio foi literalmente passada a caminho da casa de banho, voltando ao mesmo sitio a cada voltinha que dávamos por entre as salas do palácio.

Claro que não aprendeu nada e assim que se sentiu melhor voltou a arriscar com mais uns sumos suspeitos. Em todo o caso já desisti de dar ralhetes e começo a  achar que com tantos disparates acabará mesmo por ficar imune um dia.

O último dos monumentos que visitamos foi o templo dos macacos, já fora de jaipur mas relativamente próximo do hotel. A estrada até lá é ladeada de verde e é possível ver pavões  com alguma facilidade. Vimos uns quantos pelo caminho e são bichos encantadores, principalmente em liberdade no seu habitat natural, passeando as plumas coloridas a contrastar com tanto verde.


Quanto ao templo, podia ser bonito mas não é. Está imensamente sujo e apinhado de macacos. São ás centenas. Saltam por todo lado com as crias as costas e surgem dos sítios mais inesperados. A população oferece-lhes bananas que compram á entrada o que deixa o templo ainda mais sujo, com restos e cascas destes frutos pelo chão bem como moscas em barda! não falando no cheiro, claro. Numa palavra: Nauseabundo!


Mas achámos muito interessante sem dúvida. Temos que admitir que no meio da imundície este templo tem o seu quê de interessante e vale também uma visitinha...ainda q muito breve :)


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The day after we left to Jaipur. Again, Another car trip with plenty of bumpy roads, honks and cows. And more honks and more cows.

Along the way we visited Fatehpur Sikri, a city of around 500 years old which remains in excellent condition. This place is an UNESCO heritage site and everybody who travel on the  Agra-Jaipur route should stop over. I can say that it is worth the stop.

The city, created by Emperor Akbar, was built in red sandstone in Hindu and Islamic style and became Mongolian capital. Unfortunately it was abandoned shortly after probably because of the lack of water.

Another stop we made along the way was in Abhaneri, a small village about 100 km from Jaipur.

This village became popular thanks to its huge stepwell known for Chad Baori used to collect water from the rain and for religious events.

The construction of these baoris is very unique, with various levels of stairs disposed in a geometric shape around the well. Undoubtedly worth a visit.

We stayed in a resort 20 km from the city. A contemporary  and  futuristic hotel looking cold as ice. We took some time to feel confortable in this not so cozy place.

This resort was frequented by wealthy families of Jaipur that clearly made the hotel a weekend refuge where they could escape from the chaotic city and fill themselves with treats and luxury. they also used to  wear their pijamas at breakfast :/ .


Perhaps because is not usual western guests , we felt always a little uncomfortable under their gaze. Well lets say that our stay at this hotel was itself an experience. But we prefer not to repeat it.


The capital of Rajasthan, Jaipur, has a very beautiful, confused and degraded city center. Just like we expect from any other city center in India. The  amber fort is imposing. It is located at the top of a hill and you can visit- it on the back of an elephant. These elephants are richly ornamented, painted with colored inks and led by a guide dress in typical costumes. These animals are also much higher and majestic  than the ones we saw  in Thailand.


To see the inside the fort we need to buy a ticket. The ticket office was ridiculous.


There were only one man at the counter. He wass the only one selling tickets. But he forced us to go to separated lines: one for women and an other one for men. And he attends them alternately.



My queue walked faster than Luis´s because women were less and i thought it would be possible to buy his ticket when my turn came. However the official did not let me. I thought there might be difference on the ticket. But no. In fact the ticket were just the a receipt and did not indicate anything else like genre. I thought I misunderstood but I noticed several women who, like me, were waiting for their husbands who also stayed at the long queue. Surreal.

I had to wait another 20 minutes for Luis.

Definitely i did not understood the purpose of this procedure ... I maybe he likes to have twice the work and retain crowds.

The visit to the Maharaja's Palace was also an experience to remember. Yes it's wonderful ... but what I remember best was  the bathroom door. Let me explain:


Luis started to feel sick a few days ago. He always thinks that can eat whatever he wants and he doesnt want to know that he is not immune in the same way that locals are. After many warnings about tap water and ice he decided that i was being boring about that and he decided to drink a cola with ice and lemon. So, he had a huge Deli Belly and the visit to the palace was spent around the bathroom door.


Of course he didn't  learned anything with that experience and as soon as he felt better he decided to do it once again. Now I think that one day he will probably be immune to deli Belly just like locals are.


The last of the monuments we visited was the temple of the monkeys. It is out of Jaipur but very close to our hotel. The road to it is lined with green and you can see peacocks all around. We saw a few along the way and they looked so charming in freedom strolling their colorful feathers.


As for the temple: it could be beautiful but it is not. It is immensely dirty and crowded with monkeys. Hundreds of them. They jump all over the place and come from the most unexpected places. The population gives them bananas they buy at the entrance of the temple and this makes the place even more more dirty and full of flies.

But the monkey temple is very interesting anyway. Still worth a visit ...a very short one ;)