Tal como foi divulgado por todo o Mundo, Macau foi fustigado pelo Tufão Hato de intensidade 10 que deixou um rasto de destruição bem como várias vítimas. Não bastando a imensa desgraca, passados poucos dias um segundo tufão nível 8 abateu-se novamente sobre a região. Foi graças a este segundo que ficámos retidos em Bangkok, com o nosso voo a ser cancelado como ja se esperava.
Tínhamos o nosso voo de regresso a casa a sair de Hong Kong e vimos o caso mesmo mal parado.
Felizmente á tarde o tufão foi perdendo força e finalmente deu tréguas baixando de nível de intensidade oito para o nivel três. E Assim depois de muitas horas no aeroporto lá conseguimos embarcar no primeiro voo da Air Macau.
Tenho que referir que andar de avião é apenas algo que tolero para poder chegar a um destino. Consigo pensar em mil e uma coisas ao mínimo solavanco de turbulência. E sim, tenho uma imaginação fértil. Mas posso afirmar com orgulho que já consigo evitar agarrar-me com unhas e dentes aos braços do meu assento. E acho até que se olharem para mim durante a turbulência até pareço calma e civilizada. Mas não se iludam 😳. É só fachada.
Claro que saber que ia no primeiro voo para Macau após a passagem do tufão Pakhar não ajudou á festa.
Derreti a bateria do telemóvel a acompanhar o rasto do tufão nos sites oficiais de meteorologia e geofísica de Hongkong e Macau, melguei uma colega de faculdade que lá vive e vi todas as notícias que pude. E entrei aterrorizada á mesma.
Mas contrariamente ao esperado o voo correu bem. Não sacudiu mais que outro voo qualquer.
Porém á chegada fomos brindados por uma nuvem densa que parecia não ter fim e que escondeu as luzes da cidade quase até tocar o chão o que já foi o suficiente para rezar a todos os santinhos. Quando finalmente a cidade se tornou visível apareceram as rajadas de vento só para dar mais uma emoção extra...
Aterrámos debaixo de uma enxurrada sem direito a manga de ligação ao aeroporto (ninguém merece!) e posso dizer que nos dois metros que separaram as escadas do autocarro ficámos que nem uns pintos e a Rita Ainda deu uns passos para o lado com a ventosga.
Felizmente no dia seguinte o tempo estava mais simpático e pudémos conhecer a cidade.
Isto com direito a chuvadas potentes de quando em vez.
Escusado será dizer que Macau estava uma desgraca. Árvores partidas ao meio como palitos ou arrancadas pela raiz , vidros partidos e levados das fachadas envidraçadas dos hotéis, cercas de chapa retorcidas enfim...dava dó.
Foi uma pena não podermos ver Macau em todo o seu esplendor. Esperávamos encontrar uma Las Vegas oriental cheia de espectáculos luminosos e em vez disso vimos uma cidade meia apagada. Foram tomadas estas medidas de poupança energetica depois de se ter ficado sem água e luz por bastante tempo após o tufão Hato.
A população Ainda a recuperar do susto tentava limpar as ruas e recomeçar o seu dia a dia mas a catástrofe Ainda era muito visível.
Ainda assim fomos aos principais pontos turísticos da península correndo as ruas onde se pode Ainda ver a passagem dos portugueses. Não deixa de ter a sua piada ler os letreiros do aeroporto ou os nomes das ruas em Português. Vagueando nas ruas de calçada portuguesa encontramos edifícios coloniais e por momentos abstraímo-nos das lojas chinesas em redor e sentimos que estamos num qualquer largo lisboeta.
Conseguimos inclusivamente comer o belo do pastel de nata e beber uma super bock. Claro que precisámos de uma cicerone para nos levar aos locais certos. E tivemos a sorte de encontrar uma portuguesa muito simpática que se revelou a pessoa certa para descobrir os melhores spots portugueses. Caso contrário os pasteis de nata teriam sido um fiasco já que se assemelham mais a pudim mandarim dentro de massa folhada. Mesmo.
Á tarde enfiamo-nos nos centros comerciais dos hotéis e casinos de Taipa. Até porque o nosso hotel também era lá. Depois de termos estado em Las Vegas é inevitável estabelecer comparações. Muito embora em menor número os Casinos que lá existem são igualmente gigantes e monstruosos. Aliás tão grandes que nos perdemos dentro de um e tivemos certas dúvidas se sairíamos de lá algum dia. Tipo o Asterix nas pirâmides.
Quando ao final do dia encontramos finalmente o acesso ao hotel caímos redondos na cama. No dia seguinte acordámos cedo para a epopeia até portugal: shuttle, ferry,avião, escala, novamente avião e uber para rematar.
E sim já estamos em casa com o nosso Belchior. Gratos por tudo ter corrido bem e por termos tido a oportunidade de conhecer mais um pedacinho do Mundo. Pelo tempo passado em família cheio de momentos divertidos que vão ficar para sempre na nossa memória. E acima de tudo gratos por chegar a casa para junto de quem nos é mais importante.
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