Chegámos ás 5 e meia da manhã debaixo de chuva.como não tínhamos nada previamente marcado apanhámos um táxi para o centro onde tencionávamos arranjar transporte que nos levasse directo até Halong Bay. Tivemos azar com o taxista. Ainda não nos tinham tentado enganar no Vietname por isso foi a estreia. Tentou fazer-me acreditar que eu tinha dado por engano uma nota de 10.000 dongs em vez dos 200.000 acordados. Como andamos sempre numa luta para perceber bem as notas ( já que o dong é baixo e tudo funciona aos milhões) reparei com atenção na nota q lhe dei . Mas acredito que no meio de tantos milhões de dongs um turista mais distraído possa cair no esquema. Felizmente no nosso caso reparei que trocou a nota.
Como bons tugas fiz cara feia e discuti logo com ele: what? I saw you! Deves pensar que eu ando a dormir. Adeusinho e um queijo! Bye bye! E pronto. Não sei se foi de me ver danada ou pelo meu mix de inglês e português a verdade é que tudo se resolveu num instante.




Quando o passeio ( finalmente) acabou enfiámo-nos num táxi para mais 4 horas.
Empandeirado o primeiro taxista fomos á procura de outro que, as 6 da manhã, quisesse começar o dia com 3 horas de viagem até Halong Bay.
Lá apareceu um muito simpático, todo sorrisos mas que não falava cheta de inglês. Acho que nem reconhecia nem o som da língua. Mas apontava para as coisas no caminho e falava qq coisa na sua língua enquanto se ria sozinho. E o Luis ria também e repetia o som como se soubesse exactamente do que ele estava a falar. E então riam os dois. Posso dizer que foi o mais perto que conseguimos ter de diálogo. Mas admito que visto de longe até parecia que se entendiam. Ora isto tinha tudo para correr mal. E correu. Devíamos ter percebido. Depois de dizer " Halong" várias vezes e de ele nos mostrar um número escrito na máquina de calcular para pagarmos , fechou-se o negócio e arrancamos.
Ao final de 3 horas extenuantes, muitas bunizadelas, guinadas e para arranca fomos depositados em Halong. Só que, percebemos depois, não era Halong Bay e sim Halong city, uma cidade feia a nada mais que 20km de onde queríamos estar. Além de que viemos a saber depois pelo guia da lonely planet que é uma famosa cidade de pecado onde os hotéis providenciam "massagens" aos seus hóspedes. Um óptimo local para ficar perdido portanto.
Ora como ninguém fala inglês longe das zonas turísticas tivemos de entrar num hotel e conversar com o recepcionista para nos ajudar.
Lá nos encaminhou para o Porto. Só que em vez de nos enviar para o Porto de Bai chai , que é a zona turística de onde saem as tour repletas de ocidentais recambiou-nos para Tuan Chau, um outro Porto frequentado apenas por Vietnamitas.
Resultado, acabamos por ingressar uma tour num barco velho repleto de locais. E não haveria qualquer problema não fosse a afamada etiqueta vietnamita. Ou a falta dela.
Levamos toda a tour com três criancinhas a gritar de forma estridente sem que mais ninguém no barco se incomodasse. Deve ser normal . Aos gritos da criançada sobrepunha-se uma música agitada a roçar o desafinado, enquanto os passageiros bebiam cerveja acompanhada de pevides cujas cascas cuspiam para o chão. Valeu-nos a paisagem que é de facto deslumbrante. Grandes penhascos a emergir da água, cobertos de vegetação luxuriante. O barco para em algumas grutas deslumbrantes que valem sem dúvida a paragem muito embora tenhamos de nos abstrair das escadarias pirolengas até á entrada (completamente despropositadas). Ainda assim a gruta é maravilhosa e merece que se saia do barco um instante.
Estávamos de rastos depois do comboio nocturno, de 3 horas de táxi para lá uma tour de 3 horas de barco e mais 4 h para Ninh Binh. Precisávamos urgentemente de um hotel. E, pelo cheiro, de um banho também.
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