domingo, 13 de agosto de 2017

Hanoi

Finalmente chegámos a Hanoi. E digo finalmente pq a viagem demorou horrores. Primeiro demorou horrores a chegar o dia em que iríamos viajar , em que as férias chegaram desde que decidimos fazer esta viagem. Claro que comecei logo o countdown desde aí, óbvio. E por isso demorou horrroooooores. 
  depois porque a viagem levou como era de esperar horas e horas de avião até podermos deitar o esqueleto numa caminha de hotel. 😓
Começámos com uma breve escala em Londres, seguida de 11 horas até Hong Kong onde esperámos mais 6 horas para finalmente apanharmos um voo de mais duas horas até Hanoi. 
Durante essa escala mais longa optámos por largar as mochilas num cacifo do aeroporto para depois nos enfiarmos no AirPort express que nos levou até á estação de Hongkong nuns breves 24 minutos. Não são 25, Ok? São 24. Não confirmei no relógio mas vou acreditar que sim pois era isso que dizia nos imensos cartazes  espalhados aeroporto fora. E em Hong Kong acredito plenamente nestas picoínhices pois tudo está estudado ao minuto de certeza. Matámos saudades de Hongkong onde estivéramos há 3 anos durante a nossa viagem á China. 


Penso q já comentei isto antes mas é assim que imagino as cidades no futuro. Gigantes prédios futuristas a absorver os resquícios do que foi a cidade. Vive-se entre viadutos, estações de transportes  e centros comerciais e pouco se anda pelas ruas propriamente ditas. Quando o fazemos temos de olhar mesmo na vertical se quisermos ver o céu. Não vou dizer que não gosto da cidade. Não a adoro porque me assusta um pouco pensar que podemos viver todos assim um dia. Mas por outro lado deslumbra qualquer um pela imponência.


De volta ao aeroporto já ligeiramente atrasados fomos apanhar as malas e saimos apressados para o check in , o qual seria num extremo do terminal 1.
10 minutos a andar depois concluímos que afinal era no terminal 2. Atravessamos o aeroporto de uma ponta á outra já em passo acelerado. Entretanto para lá chegar  é preciso descer. Andar tudo para a direita até ao fundo do terminal. Procurar o elevador para afinal subir ao check in. E depois pelos vistos era tuuuuudo á esquerda. Com aquele nervoso miudinho de quem presente q vai perder o voo á porta do avião concluimos que com tantas voltas estávamos de novamente nos cacifos onde levantamos as malas. O nervoso passa a gargalhadas e por fim a alguma fúria. E depois ... subimos mais uma vez . O check in era novamente tuuuudo para a direita. Passamos a segurança, descemos tudo outra vez para apanhar o comboio que era no res do-chão. E finalmente saimos outra vê. No terminal 1. Enfim kilometros e kilometros depois , com uma das miúdas já coxa com uma bolha no pé caímos redondos no avião e só acordámos quando o avião tocou com as rodas em Hanoi. A Rita nem assim acordou. 
Tínhamos passado a noite em claro pois o voo foi todo durante o dia e quando bateu as 11 da noite em Portugal e o sono chegou por fim, estava o dia a amanhecer em terras do Oriente. 
Ainda assim tivemos forças para largar as coisas no hotel e embrenhar-nos na confusão do old quarter em Hanoi.Hanoi surpreendeu pela positiva. Talvez porque depois de uma viagem á Índia já não há caos que nos pareça demasiado avassalador. Na Índia a miséria e a poluição é de tal forma extrema que dificilmente conseguiremos encontrar algo que se assemelhe nas viagens que fazemos. E talvez por isso, chegamos agora a Hanoi e parece-nos subitamente limpo e seguro. Claro que cheio de trânsito como uma boa cidade asiática deve ser. Atravessar a rua requer toda uma ciencia. Estuda-se ao pormenor o milésimo de segundo entre o momento em que a manada de motas ( sim parece uma manada) pára ( quando pára) e a outra manada ainda não avançou. Já estamos pro nisto de conseguir atravessar as ruas sem ser atropelados ;)


Ficámos alojados no centro do old quarter mesmo junto ao Hoan Kiem lake, o lago no centro histórico. É aí que se pode ver o pequeno templo de Ngoc Son que repousa numa pequena ilha pousada na imensidão das águas. O old quarter é um sítio espectacular para passear. É o sítio onde tudo acontece. Á volta do lago as ruas estão fechadas ao trânsito e não falta animação. Vários restaurantes típicos ladeiam as ruas, cantores e bailarinos animam quem passa. Vendedoras tentam impingir-nos frutas e bolinhos cada vez que nos cruzamos. Sabe bem deambular de forma descontraída pela rua sem a preocupação de podermos ser abalroados por uma mota tresloucada. Por outro lado as famílias vietnamitas vêm até está zona com os seus vietzinhos para estes andarem de carrinhos eléctricos. (Sim que isto de conduzir á maluco é algo que se treina desde pequeno) e por isso há que estar sempre atento não vão os piquenos espetarem-se em nós. E desde já aviso que há muitos piquenos nestas andanças. É tipo hobbie nacional. 


Hover boards adaptadas com cadeirinhas ( haja imaginação )também são uma constante. E com muito mais bisga que os carrinhos. Be aware. 
Por todo lado lojas com a típica candonga. Que nestas coisas a malta não brinca em serviço.  Louis Vuitton, north face e ray ban estao presentes em cada esquina mas é a pirataria é extensível a todas as marcas, mais e menos requintadas.Relogios, óculos, sapatos Gucci, louboutin...  nada escapa á indústria da famosa cadonguice asiática. Durante a nossa curta estadia em Hanoi fomos Ainda ver o mausoléu do Ho Chi Minh e o templo da literatura que valem sem dúvida a visita, mas a  melhor recordação foi sem dúvida o jantar típico vietnamita num rooftop com vista para o lago ainda que ao som das buzinadelas da cidade. Ao fim da nossa curta estadia, largámos Hanoi de mochila às costas e apressámo-nos para a estação. Sapa espera-nos. E uma noite sacudida no comboio também. 



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