Chegamos a Jaisalmer debaixo de um calor infernal. O tipico calor do deserto: seco e intenso. A golden city,como é conhecida a cidade, lembra um castelo de areia dourada graças ao basalto amarelo com que o forte foi construido e a fama da sua beleza ja chegou além fronteiras. Jaisalmer tem vindo a ser cada vez mais procurada por ocidentais. Quer seja por causa dos monumentos bem preservados que alberga dentro das suas muralhas, quer pelos safaris de camelo pelas dunas do deserto Thar ou simplesmente pelo seu ambiente descontraído.
Ficámos alojados num hotel muito agradável. Um espaço familiar gerido por um casal muito simpático. Ela italiana, ele um rapaz do deserto oriundo de Jaisalmer. Uma dupla de bom gosto que soube criar o 1st gate hotel com um mix das duas culturas: o exotismo da India com o conforto e exigências ocidentais.
No topo do edifício foi criado um restaurante/bar com espaço de lounge capaz de fazer frente a qualquer rooftop europeu. Um espaço cozy e simpático, de onde se pode usufruir de uma vista privilegiada para as muralhas da cidade, confortavelmente instalados entre as almofadas dos bancos construídos no próprio muro do terraço.
No nosso primeiro dia visitamos as ruas estreitas do centro histórico da cidade. Entrámos na zona muralhada e deixámo-nos perder nas ruelas estreitas. Espreitámos os havelis ou casas senhoriais, vimos as bancas de pacheminas e estatuetas, encantámo-nos com as lojinhas pitorescas e vagueámos pelos becos e ruas contornando as vacas que dormiam sob o calor.
Ao por do sol partimos até ao lago Gadisar que ficava a poucos km da zona historica onde estavamos. O lago era muito bonito. Segundo consta trata-se de um lago artificial construido para fornecer água á cidade e arredores. Actualmente é uma zona fresca e sobranceira que se torna um refugio para quem procura um pouco de ar fresco no meio do calor abrasador.
Á sua volta foram construídas bonitas mansões ou havelis bem como templos e santuários. No meio do lago, como que boiando nas suas águas calmas, pequenas construções emergem. São actualmente utilizadas para albergar grupos de 3 ou 4 musicos que animam os turistas que passam. E, naturalmente, para compor o quadro, não poderiam faltar as escadarias até ás margens do lago, onde mais uma vez se multiplicam as tão fotogénicas cenas do dia-a-dia indiano. Algumas mulheres banham-se molhando os seus saris coloridos enquanto as crianças se divertem alimentando cardumes imensos de peixe gato.
Á sua volta foram construídas bonitas mansões ou havelis bem como templos e santuários. No meio do lago, como que boiando nas suas águas calmas, pequenas construções emergem. São actualmente utilizadas para albergar grupos de 3 ou 4 musicos que animam os turistas que passam. E, naturalmente, para compor o quadro, não poderiam faltar as escadarias até ás margens do lago, onde mais uma vez se multiplicam as tão fotogénicas cenas do dia-a-dia indiano. Algumas mulheres banham-se molhando os seus saris coloridos enquanto as crianças se divertem alimentando cardumes imensos de peixe gato.
Ficamos ali.
Deixamos nos envolver pelo ambiente como se fizéssemos parte do mesmo quadro. Como se também nós pertencêssemos às mesmas rotinas e à mesma vida. Alimentamos os peixes nas escadarias, ouvimos os musicos tocar deixando o som que vem do meio do lago embalar o momento. Por fim espreitamos os templos á beira do lago de onde saem os sons hipnotizadores dos mantras. Ouve-se a sua repetição ininterrupta nas vozes dos homens que os entoam. O Luis é convidado a entrar e acompanhar a cerimónia. Volta fascinado com a energia que se sente.
Jaisalmer é assim.
No dia seguinte rumamos ao deserto. As miúdas estavam excitadissimas com o seu primeiro passeio de camelo.
A cerca de 6 km de Jaisalmer fizémos uma pequena visita a Bada Bagh, um complexo de Chatris ou monumentos funerários de Maharajas que é sem duvida muito interessante.
Seguimos depois até uns parcos km da faixa de segurança da fronteira com o Paquistão.
O passeio de camelo foi curto mas memorável terminando no meio das dunas, ao por do sol. E no fundo ainda bem que foi curto pois penso que o meu esqueleto não aguentaria ser sacudido mais uns minutos pelos solavancos desengonçados do dromedário.
O vento foi levantando a areia fina do deserto e está foi- se colando aos nossos corpos transpirados e fazendo um toque abrasivo e desagradável. E assim, desgrenhados pelo vento e com a pele qual lixas de areia seguimos para um pouco convidativo show de dança e de música supostamente regional.
As dançarinas estavam admiravelmente vestidas com saias longas escuras completamente decoradas com brilhantes e lantejoulas de cores que reluziam a cada movimento. Infelizmente dançaram pouco e o resto do tempo era preenchido por músicas entoadas ( ou antes guinchadas) em hindi que as pessoas á volta aplaudiam mas das quais nos, como únicos ocidentais presentes, não percebíamos patavina.
Acabamos por fugir sorrateiramente a meio do espectáculo e ainda mantenho a esperança que não tenham dado pela nossa falta nem tenham reparado nas quatro cadeiras que ficaram subitamente vazias... Na fila da frente.
Salvou- se a refeição servida que era de facto excepcional mas confirmei mais uma vez o quanto devo continuar a não ir a isto tipo de eventos organizados para turista. Definitivamente não tenho paciência, nunca tive, nunca vamos ter e certamente depois desta vamos continuar a manter- nos fiéis aos nossos princípios.
Resumindo: corremos o palácio todo escada a cima passando por todas as salas de seguida para desembocarmos num pátio onde finalmente se viam os ditos" toilets". Vimos todas as salas de rajada pois era inevitável passar por todas elas para chegar á bendita casa de banho.
A cada lance de escadas perguntavamos a alguém onde ficava a dita cuja e mandavam-nos subir mais um piso. O desespero já era tanto que não conseguimos pensar em disfrutar das salas do palácio.
Naquele momento só a casa de banho era o exlibris. E por momentos foi optimo quando finalmente a encontrámos no terraço.
A cada lance de escadas perguntavamos a alguém onde ficava a dita cuja e mandavam-nos subir mais um piso. O desespero já era tanto que não conseguimos pensar em disfrutar das salas do palácio.
Naquele momento só a casa de banho era o exlibris. E por momentos foi optimo quando finalmente a encontrámos no terraço.
E logo a seguir demos de caras com a encantadora visão das casas de banho publicas indianas.
E que visão, Deus meu: A sanita entupida, um cheiro nauseabundo e nada de água. Nem nas torneiras, nem no autoclismo. E só para ajudar ainda mais a festa: o maravilhoso púcaro de plástico que tanto acompanha os wc da India estava nada mais nada menos que dentro da própria sanita, mergulhado na....enfim (suspiro) ...voces percebem o quadro. E ainda assim ficam apenas com uma ligeira ideia da coisa...
E Agora que já vos criei uma imagem maravilhosa nas vossas memórias não entro em mais pormenores.
Rematemos: Adorámos Jaisalmer, o 1st Gate hotel e o deserto Thar. Adorámos os havelis,os Chatris, o lago e as ruelas. Adorei o pouco que vi do palácio. Estará sempre entre as melhores recordações de jaisalmer. O palácio e as cólicas da Margarida.
E que visão, Deus meu: A sanita entupida, um cheiro nauseabundo e nada de água. Nem nas torneiras, nem no autoclismo. E só para ajudar ainda mais a festa: o maravilhoso púcaro de plástico que tanto acompanha os wc da India estava nada mais nada menos que dentro da própria sanita, mergulhado na....enfim (suspiro) ...voces percebem o quadro. E ainda assim ficam apenas com uma ligeira ideia da coisa...
E Agora que já vos criei uma imagem maravilhosa nas vossas memórias não entro em mais pormenores.
Rematemos: Adorámos Jaisalmer, o 1st Gate hotel e o deserto Thar. Adorámos os havelis,os Chatris, o lago e as ruelas. Adorei o pouco que vi do palácio. Estará sempre entre as melhores recordações de jaisalmer. O palácio e as cólicas da Margarida.

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