Aterrámos em Krabi depois de um curto
voo a partir de Bangkok , certamente o voo mais sacudido da historia
da Air Asia.
Perante os olhares questionadores da
minha filha mais velha ( que sai á sua mãezinha e também não
adora de andar de avião) fiz o voo agarrada com unhas e dentes aos
braços do meu assento.
Desta vez o meu Anjo da Guarda nem teve
mãos a medir com tantos pedidos que lhe fiz. Deu direito a súplicas,
pactos para quando aterrássemos sãos e salvos e ainda, não fosse
ele estar na dúvida, algumas negociações para os tempos vindouros
desta vida ou de uma próxima qualquer.
Felizmente não me desiludiu e lá
chegámos ao aeroporto da província de Krabi, nos arredores de Krabi
Town, uma cidade algo desinteressante algures na costa oeste da zona
sul da Tailândia de onde partimos rapidamente em direção às
lindas praias da região.
A estrada que liga a orla costeira ao
aeroporto é ladeada de penhascos verdejantes. Já tinha saudades
desta paisagem da Tailândia. Numa nossa anterior passagem por Phuket
tínhamos tido oportunidade de andar de kayak nas grutas cavadas pelo
mar em rochas calcárias como estas que pontilham o mar na linda baía
de Phang Nga.
Desta vez ficámos perto de Ao Nang, a
mais movimentada praia de Krabi. Queríamos estar perto das ilhas Phi
Phi outra vez e poder visitar de barco não só essas mas outras
ilhas idílicas adjacentes. No entanto não fazíamos questão (mesmo
nenhuma) de ficar no centro caótico de Ao Nang, pelo que optámos
por uma zona mais pacata nos arredores.
O primeiro dia foi só para praia e
sol. Muito protector solar em todos, desta vez em especial nos
adultos. Tinhamos feito a profilaxia da malária aquando da nossa
passagem pelo Camboja e o medicamento tomado pelos adultos tornava a
nossa pele fotossensível. Felizmente o efeito secundário do
medicamento adequado às crianças era “apenas” o eventual
aparecimento de manchas nos dentes … :PPP
A praia era linda de águas quentes,
areia fina mas estava minada de… caranguejos! Caranguejos aos
milhares! Pequenos, é certo…mas aos milhares!
Devia ter calculado: Krabi, ou seja
Crab, claro está!
Eram tantos que havia zonas que tapavam
o areal parecendo que o chão se movimentava.
Mas depois, á medida que avançávamos ao seu encontro, afundavam-se em pequenos furinhos que faziam na areia molhada. E só quando o sossego voltava, espreitavam cá para fora atirando toda a areia em excesso á volta do seu pequeno esconderijo e ficando este pequeno furo todo ornamentado de pequenas bolinhas. E o areal cheio destas lindas obras de arte.
Mas depois, á medida que avançávamos ao seu encontro, afundavam-se em pequenos furinhos que faziam na areia molhada. E só quando o sossego voltava, espreitavam cá para fora atirando toda a areia em excesso á volta do seu pequeno esconderijo e ficando este pequeno furo todo ornamentado de pequenas bolinhas. E o areal cheio destas lindas obras de arte.
Nos dias seguintes, e como já era descanso a mais para o nosso gosto, aproveitámos para conhecer os arredores.
Não quisemos deixar de ir a Ao Nang
nem que fosse apenas para conhecer. Sabíamos que seria em tudo
semelhante ás zonas mais turísticas de Phuket. Nomeadamente
parecido a Patong, uma estância balnear onde proliferam bares
ensurdecedores e prostituição. E, efetivamente, era mais do mesmo.
Mais um vilarejo excessivamente
turístico, cheio de lojecas pejadas de bugigangas sem valor e
contrafação em barda, muitos bares de música a soar alto e muita
prostituição. Desinteressante.
Na verdade o exlibris de Ao Nang é
mesmo o ferry para as ilhas Phi Phi. Ou seja, o ferry para sair de lá ;)
São essas ilhas que levam os turistas a
Phuket ou Krabi. E, naturalmente, também nós fomos conhecer esses paraísos idilicos onde não tínhamos conseguido ir da primeira vez graças a um mar agitado e desmancha-prazeres que nos impediu de ancorar.
Koh Phi Phi é um arquipelago de 6
ilhas das quais Phi Phi Don e Phi Phi Leh são dos mais afamados
destinos de praia do país.
Phi Phi Don é a maior ilha do arquipelago e
também a única com infra-estruturas.
Phi Phi Leh é um anel semi aberto formado por imponentes penhascos que emergem em pleno mar de Andaman e onde se esconde uma pequena enseada chamada Maya Bay.
Este local tornou-se famoso ter servido de cenário ao filme “A Praia” interpretado por Leonardo Di Caprio.
A baía é de facto linda.
Uma praia de areia branca e águas claras rodeada de penhascos a toda a sua volta, tal como guardiões a proteger a enseada frágil do mar revolto que a circunda.
Phi Phi Leh é um anel semi aberto formado por imponentes penhascos que emergem em pleno mar de Andaman e onde se esconde uma pequena enseada chamada Maya Bay.
Este local tornou-se famoso ter servido de cenário ao filme “A Praia” interpretado por Leonardo Di Caprio.
A baía é de facto linda.
Uma praia de areia branca e águas claras rodeada de penhascos a toda a sua volta, tal como guardiões a proteger a enseada frágil do mar revolto que a circunda.
Actualmente, desde a chegada do filme aos cinemas, Maya Bay deixou
de ser um segredo bem guardado e passou a ser lugar de paragem obrigatória para multidões de turistas ávidos por praias
paradisíacas…
Os barcos chegam ás dezenas e vão até
ao areal. O cheiro a combustível é bastante e os turistas
disparando selfies por todo o lado tiram o encanto ao local. O paraíso outrora secreto deixou de o ser.
Mas que fazer? Nós também gostámos de lá ir… :/
E "A Praia" mesmo assim, pejada de gente, não deixa de valer a pena uma visitinha.
Mas que fazer? Nós também gostámos de lá ir… :/
E "A Praia" mesmo assim, pejada de gente, não deixa de valer a pena uma visitinha.
Não ficámos por lá muito tempo e
optámos por manter o barco ao largo das ilhas junto a um banco de
coral onde nos deliciámos (aí sim) a fazer snorkeling de óptima
qualidade.
Foi também aí, ao largo das ilhas Phi
Phi que tive o meu primeiro encontro imediato com um escorpião. O
sacaninha estava escondido no meu colete salva-vidas e resolveu dar-me uma
valente ferroada numa mão.Basicamente esteve no meu colete o tempo todo enquanto andei a fazer snorkeling e quando o resolvi despir para poder nadar um bocado pus a mão mesmo em cima do desgraçado.
Que susto!...e que dor horrorosa! Desatei a nadar para o barco com uma aflição tal que todos pensaram que tinha sido atacada por um tubarão...ou dois ou um cardume (?) deles...
Afinal o cenário era de filme, mesmo... :P
Valeu-me o hospital de Phi Phi Don onde levei uma injecção na mão a fim de aliviar as dores que segundo os locais demoram 24 (!!!) horas a passar.
Afinal o cenário era de filme, mesmo... :P
Valeu-me o hospital de Phi Phi Don onde levei uma injecção na mão a fim de aliviar as dores que segundo os locais demoram 24 (!!!) horas a passar.
E foram mesmo 24 horas certinhas. 24 horas de dor, de mão inchada e de revivals da ferroada.
Ainda hoje fico de cabelos em pé
quando recordo.Mas o que
mais me arrepia é pensar que experimentei este colete primeiro á
minha filha mais nova e só o passei para mim depois de ver que lhe
estava grande…Cruzes Credo!…Ca meeeedooooo…. :/
Foi com este final grandioso que acabou
a nossa viagem pelo sudeste Asiático. Muitas experiências boas que
queremos repetir…excepto a do escorpião que dispensamos. Mesmo.




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